São Roque, O milagre :: Antônio Cardoso

Mural especial :: Consciência negra
Contos Africanos
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Ritmo Afro
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Grupo de Samba
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A trança nagô
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:: São Roque ::

Hoje uma grande manifestação de fé católica dos devotos de São Roque a romaria cresce a cada ano, em termos de participação e sinal que a fé em São Roque aumenta e as graças estão sendo alcançadas pelos fieis. O evento católico acontece há aproximadamente meio século, ainda quando o município era chamado Umburanas que tem o santo considerado o protetor da saúde.

Devotos de toda região participam da romaria na data comemorativa de 16 de agosto em Antônio Cardoso é dia de festa religiosa onde também é feriado municipal. A cidade é invadida por devotos do santo. Cerca de 20 ônibus de vários municípios da região transportaram os romeiros que foram agradecer a São Roque as graças alcançadas ou renovar a fé.

 

 

Foi lá que há cerca de 50 anos um menino, quando brincava no quintal da sua casa, via uma pessoa que somente o menino via. Era um homem com uma cabaça (utensílio para carregar água) e sempre acompanhado por um cachorro. A associação da aparição com São Roque foi imediata.
Romeiros contam que pouco tempo depois o menino veio a adoecer e faleceu. Logo a família tivera a iniciativa de uma romaria, que cresceu. Primeiro se tornou uma manifestação local. Há vários anos, se regionalizou.
Uma multidão assistiu a missa campal, celebrada na principal praça da cidade. Os fieis levaram quadros com imagens do santo que foram bentas pelo padre. Várias crianças foram batizadas mesmo sobre devoção nenhuma recebeu o nome de Roque.

 

 

A ida à capela (o milagre) construída em homenagem ao santo mais parece uma procissão, tamanha a quantidade de pessoas. A quantidade de velas que até mesmo são vendidas no local acesas pelos fieis manifesta o respeito e devoção dentro da capela. Muitos rezam silenciosamente. Outros compartilham a sua fé.
É intensa busca por um pouco da água que brota numa cacimba próxima da capela. Os fieis acreditam que seja milagrosa. Colocam a água em garrafas levando para suas casas para serem bebidas à medida que aparecem as necessidades, um mal-estar ou dor manifestação ao doentes.
Dona Maria de Souza é de Cabaceiras do Paraguaçu. É romeira de muitos anos – não se lembra quando começou a ir para Antônio Cardoso par festejar São Roque. Vai levar uma garrafa cheia de água para casa. “Esta água é para amigos e parentes que não puderam estar aqui hoje”.
Roseane, de 9 anos, não apenas bebeu, mas lavou a cabeça com a água com a ajuda da mãe. Não disseram por que. Apenas que era questão de fé.
Maria Alves de Souza acredita que a água seja milagrosa. “Tenho fé e isto é muito importante. Nos momentos de aperreios recorro a ela”. Levou uma pet de dois litros para casa, no povoado de Cromataí, zona rural de Antônio Cardoso. A manifestação dos fies não se resume apenas ao dia 16 de agosto de tempos e tempos durante o ano os devotos aparecem na cidade para visitar a capela (o milagre) chegando em grupos de onibus em forma silenciosa se repete a manifestação na rua estreita da chegada da pequena capela (o milagre) como assim é chamado.

 

:: A devoção a São Roque no Brasil ::

Em nosso País, o maior número de paróquias dedicadas a São Roque localiza-se nos Estados onde os imigrantes italianos tiveram bastante influência para a escolha do patrono das cidades. Na cidade paulista de São Roque, existe a igreja mais antiga do Brasil em sua honra: foi fundada em 1733. Existem em todo o País 33 paróquias consagradas ao padroeiro contra peste: 12 no Estado de São Paulo, sete no Rio Grande do Sul, cinco no Paraná, três em Santa Catarina, duas na Bahia, duas em Minas Gerais e uma nos Estados de Mato Grosso, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A mais nova cidade dedicada ao Santo é São Roque de Minas.

Em muitas partes é costume, no dia da festa que transcorre a 16 de agosto, dar-se a bênção aos animais domésticos e de criação. E também, doam-se cabeças de gado para um leilão, a fim de obter proteção e saúde para o rebanho; doam-se ainda galos velhos à festa, são os “galos de São Roque”. Há devotos que vestem manto de peregrino para acompanhar a procissão, como ato de penitência. Vestem-se as crianças de Anjo, para lembrar os contínuos colóquios de São Roque com os protetores celestiais, que lhe indicavam o modo de curar os doentes. No dia da festa, benze-se também sal para ser dado aos animais, a fim de que São Roque os proteja contra doenças e pestes.

 

 

 

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